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sábado, 11 de novembro de 2017

De Caetano Veloso, Língua

Gosto de sentir a minha língua 
roçar a língua de Luís de Camões

Gosto de ser e de estar
e quero me dedicar a criar confusões de prosódias
e uma profusão de paródias
que encurtem dores
e furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa
da rosa no Rosa
e sei que a poesia está para a prosa
assim como o amor está para a amizade
e quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixe os Portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua...

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?...

Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem

Caetano Veloso


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Vivas pelos 40 anos de MS

Salve Mato Grosso do Sul e seu povo valoroso, celebramos os 40 anos dos 
celeiros de farturas, 
sob um céu de puro azul. 

domingo, 1 de outubro de 2017

Sapato florido!

Se esta rua, se esta rua fosse minha,
eu mandava, eu mandava ladrilhar...

Não, não tenho brilhantes, só uma coleção de pedrinhas
que ladrilham os meus rins,
e, às vezes, me inventam uma dor na alma.
Também não tenho um amor,
e sequer a rua estreita onde moro é minha.
Mas eu bem sei e sinto que numa rua de rimas
e ladrilhos de brilhantes,
ali caminha o sapato florido do menino,
o aprendiz de sonhador, ele, nascido de um parto poético.

Ah, se esta rua, se esta rua fosse minha...

Ismael Machado
(Do livro Sonho e Pó, Chiado Editora, 2016)

domingo, 24 de setembro de 2017

É primavera!


Ipezais florescem nos meus quintais,
com suas breves flores,
tanto quanto o instante da existência.
Ismael Machado

sábado, 23 de setembro de 2017

domingo, 27 de agosto de 2017

O pouso da ave, para Frida Kahlo

Parte I

Cual una golondrina viajera, sonhadora, que ao vento vai, aproveitando dele as misteriosas forças, não importam tanto os velhos ninhos, as machucaduras nesse caminho, porém, mais valem as asas, a busca, a travessia, o verão e as suas alegrias.

E eu bem desejaria trazer esse passarinho para tanto perto do meu cantinho, aquietá-.lo comigo sozinho, falar-lhe bem baixinho sobre os migrantes ramos que se encontram em qualquer ninho.

Vejo flores e vermes conversarem animadamente, e ambos se vão sob a luz do mesmo luar, que alimenta os poetas delirantes a escutarem os gritos das estrelas mais distantes.

Esses olhos estão deitados, na triste planície da memória, mirando o nada, esperando o regalo sereno, risonho para o deleite, para o resgate em cores vivas a nascerem sob os pés, porque eles serão visitados pelo arco-íris. Longa jornada que esses pés vão palmilhando, step by step, and I can see clearly that way.

E esse céu tão azul e eu ainda obscuro, algo inconsciente nessa estrada rumo ao túmulo dos meus dias, cosendo tais dias feitos dessa amálgama dos minutos, culminando com o som maravilhoso, majestoso e preciso, na vitrola das Estações.

Ismael Machado

domingo, 23 de abril de 2017

domingo, 26 de março de 2017

Hora de comemorar os 100.000 acessos na página deste Blogue do Lado Avesso.



Obrigado a você leitor(a) que acessa e acompanha os posts neste 
Blogue do Lado Avesso, seja diretamente no Blogue ou através do Facebook.
Desejo sucesso e felicidades nas suas atividades
e que os seus sonhos sejam saborosos ao se materializarem
com as vestes da realidade. 

Grafismo nr. 271.
Escrevo com a tinta azul de sonhos...
Assim eles se materializam pelo menos nesta escrita celeste.

Oswald Barros
(Do livro Folhas ao Vento, Life Editora, 2015).


quinta-feira, 16 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

A Bailarina


Trinta anos sem que lhe cortejassem. 
No dia que recebeu flores, 
deu corda na bailarina coberta pelo pó de três décadas.

Elias Borges

quinta-feira, 9 de março de 2017